Quem sou eu

quinta-feira, 28 de julho de 2011

E quem disse que correr envelhece?


Os sedentários vão ter que arrumar outra desculpa! Correr não envelhece, garantem novos estudos sobre o tema. Pelo contrário, exercícios têm efeito positivo para o organismo. O corpo humano não foi feito para ficar parado e a corrida traz energia, resistência, melhora o condicionamento cardíaco e imunológico. E ainda ajuda a emagrecer. Envelhecer é um processo inevitável. 

 

Ao respirar, geramos radicais livres, moléculas que oxidam as células do corpo. Durante a prática de exercícios, aumentamos a produção destas substâncias. Estudos indicam, porém, que os esportes também garantem uma maior produção de defesas antioxidantes, que vão atuar no combate aos radicais. “Correr não acelera o envelhecimento, pelo contrário, ajuda a envelhecer bem”, diz Mauro Vaisberg, do Hospital Samaritano de São Paulo, especialista em medicina esportiva.

Defensor de um treino leve, o médico condena o excesso: “O atleta que corre de maneira exagerada, várias maratonas em um ano, começa um processo de estresse oxidativo pelo esforço excessivo. O corpo acaba, então, não conseguindo tamponar estes radicais livres. As substâncias antioxidantes que o corpo produz e as que ingere acabam não sendo suficientes para compensar o desgaste”, explica.

 

Já professor de Educação Física, Alexandre Lima, é categórico: “Corrida não envelhece, não estraga a pele, não faz o peito murchar, não faz o bumbum cair. Pessoas saudáveis, que treinam de forma orientada são beneficiadas pela corrida.”

 

Para ele, o que ajuda a reforçar tais mitos é o fato das pessoas que correm serem mais magras, terem menos gordura corporal e possuírem uma aparência diferente em relação à maioria. Ele não vê problemas em executar exercícios de corrida mais intensos, mas é importante que o Corredor tenha um treinador, um nutricionista e um médico.
Ele ressalta que o envelhecimento precoce pode acontecer em casos de atletas profissionais que tenham um treinamento muito intenso, que fiquem expostos ao ar livre, sofrendo a ação do sol e da poluição por muitos anos. Mas mesmo assim, para ele, há opções de filtros solares e roupas esportivas próprias. Ter uma alimentação saudável, comer pouca carne vermelha e muita verdura é fundamental.
Fonte: O Globo

domingo, 17 de julho de 2011

As boas notícias trazidas por Athenas 2

Felizes das que acreditaram que Athenas provocaria evolução nos treinos, na quilometragem e nos resultados. Andréa, Cíntia e Gláucia acreditaram e estavam lá hoje, para a etapa 2 do Circuito Athenas em SP!

Confesso que nunca acordei tão cedo para uma prova. 3:25h da madrugada foi mesmo o recorde! A Glau foi uma companhia e tanto na estrada, até filmar a Marginal Pinheiros vazia às 5h da manhã nós filmamos.
(PS: Vontade de que fosse assim às 2as feiras às 8h!).
Parada no Ibis para encontrar a Cíntia para seguir rumo à ExpoTransamérica.

A prova foi linda: temperatura na casa de 18ºC, lindo céu azul no momento de largar, prova plana e rápida. E hoje eu fui mais rápida, foram minhas melhores 10 milhas! Incrivelmente minhas melhores 10 milhas até então tinham acontecido não numa prova pura de 10 milhas, mas na virada de 16km da meia-maratona da Asics no Rio. E lá faltavam mais 5km para fechar a prova. Então eu devia para mim mesma minhas melhores 10 milhas puras. E foi hoje! 16km para 1h13'. Pace constante mas com fôlego suficiente para fechar o último quilômetro para 4 min/km.

Além de um bom tempo final, mais 3 boas notícias para mim... 

1. também fiz meus melhores 10km na prova de hoje! Quem me conhece sabe bem que esse ano estou perseguindo melhorar substancialmente meus 10km. Hoje fiz isso durante a prova. Agora me devo isso numa prova pura de 10km. Virá!

2. meu tempo de hoje me projeta uma nova excelente meia-maratona dentro de 3 semanas, a prova da Asics em SP, em Agosto. Virá!

3. minhas amigas queridas são apaixonadas por corrida também! Elas são inspiração, transpiração e coração! Minha admiração por elas? Já veio! Adoro vocês e a persistência de vocês!

Como sempre... nossas fotos, nosso registro de momentos que levaremos para sempre.















sábado, 16 de julho de 2011

Velocidade nas pistas e nas passadas


Ana Beatriz Figueiredo é a primeira brasileira a se destacar no automobilismo mundial. Para manter a forma e se preparar para as competições, ela é mais uma esportista que aposta nos benefícios da corrida.




Bia Figueiredo, como é conhecida, tem o esporte em sua rotina desde a infância. Quando criança, se dividia entre competições de kart e tênis. Escolheu seguir em frente no automobilismo e hoje é a única mulher do mundo a vencer nas categorias Indy Lights e Fórmula Renault. Estreante na Fórmula Indy em 2010, tornou-se a primeira brasileira em uma categoria top do automobilismo internacional.

Para aguentar a pressão física que dirigir a mais de 300 km/h exige do corpo, tem a corrida como aliada na preparação cardiovascular e muscular. "Me lembro de dar meus primeiros passos na esteira aos 14 anos por influência do meu pai, que é Corredor. Conforme fui me profissionalizando no automobilismo, precisei cada vez mais da corrida para o preparo físico", diz Bia. Ela revela que gosta mais das passadas na rua do que das séries de musculação que também realiza para incrementar a força nos braços, pescoço e abdome.

Em 2006, conheceu as corridas de rua de 10 km, sua distância favorita. "Completei minha primeira meia-maratona em 2010 no RJ e quero correr uma maratona um dia, como experiência de vida. O que mais me atrai na corrida é o desafio mental, que se assemelha com a minha profissão. Se pensar em desistir, tudo fica difícil. Mas, se imaginar que é possível, consigo chegar ao fim da prova."


















Fonte: Revista WRun

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Unhas de Corredores

Falar sobre unhas desperta o interesse da maioria dos Corredores. As unhas dos pés podem sofrer com o impacto promovido pelo tênis – sobretudo nas provas longas, nas quais o tempo de duração do atrito é maior. Enquanto você corre, o seu pé se move constantemente para frente e o atrito contínuo provoca danos na unha. 



Cuidados Básicos 
No caso da unha dos pés, alguns cuidados devem ser tomados para evitar problemas, como a unha encravada e hematomas. Antes de tudo, elas devem ser bem cortadas de modo que não fiquem curtas demais, mas também não muito compridas. Em relação aos cantos, não tire demais ou deixe-os pontudos. O corte ideal deve acompanhar a anatomia dos dedos com a finalidade de evitar possíveis lesões. 


A saúde dos pés será assegurada se houver a chamada biocompatibilidade tegumentária, ou seja, uma compatibilidade entre o seu pé, o tênis e a palmilha. Isso dará mais estabilidade ao Corredor e, consequentemente, poderá suavizar o impacto nas unhas dos pés. Usar um tênis um número maior que seus calçados comuns pode suavizar o impacto sobre as unhas. Além disso, atenção com as meias, pois costuras de má qualidade podem gerar atrito nos dedos. E boas meias absorvem a umidade natural que aparece em seus pés.


Descolou? 
Corredores precisam conviver com o atrito que o tênis causa na unha dos pés e, por ser constante, pode desencadear o descolamento ou, até mesmo, a perda da unha. Levará de 12 a 18 meses para a unha crescer novamente. A pele ficará exposta e isso pode ser desconfortável. Se alguma parte da unha permanecer, não a arranque, pois a velha serve de suporte para a nova crescer e também protege o dedo da entrada de microrganismos.
O ideal é procurar imediatamente um podólogo, pois ele fará o desbastamento da unha e, se necessário, irá drená-la caso apareça algum hematoma. Como a unha fica oca por baixo e perde a aderência, a drenagem vai diminuir a dor. Quando surge algum hematoma após a corrida geralmente o local fica latejando. Ainda poder ser utilizado um antisséptico para impedir infecções ou o laser terapêutico, com ação antiinflamatória e cicatrizante.


Unha encravada
Corrida e unha encravada realmente não combinam. Por isso, antes de começar a atividade física é recomendável procurar um podólogo para tratá-la de forma adequada. Fazer uma podoprofilaxia poderá prevenir problemas como esse, já que é feita uma avaliação de âmbito postural, de posição dos dedos, de calçados e meias e do corte mais adequado a cada anatomia.


Fonte: Site da Revista WRun

domingo, 10 de julho de 2011

Prá variar, uma Crônica!

Li essa crônica do Antônio Prata que é um escritor e blogueiro de mão cheia e, para variar os temas dos posts, resolvi transcrever para vocês. Uma pausa nos temas de nutrição, musculação e variações de treino para falar ainda (e sempre!) de corrida, mas de uma forma diferente.

O Fim do Moleton

"Disse minha mulher:
- Lá é frio, como você vai correr?
Estávamos indo para NY, em lua de mel. Segundo a previsão, faria entre 0 e 5 graus. Eu nunca tinha corrido àquela temperatura.
- De moleton, ué.
- Moleton?? Calça e casaco de moleton?
- Aham

Houve então um silêncio, durante o qual fiquei pensando, feliz, no quanto meu amor se preocupava comigo. Foi quando ela abriu um sorriso sarcástico e disse:
- Sei, tipo o Rocky Balboa, subindo as escadas? - e deu um soquinhos no ar.

Aí percebi que sua preocupação não era com meu bem-estar térmico, mas com a vergonha que passaria ao sair do hotel ao lado do marido em seu traje abrigo-completo.

Revoltei-me.
- Escuta, moleton é pra isso! Como é que você acha que eles correm lá, no frio??

Nos 15 minutos seguintes, ouvi uma aula sobre a evolução das fibras sintéticas e a tecnologia esportiva do século 21. Segundo ela, o moleton estava em extinção e os "abrigos" sobreviventes eram mais raros que os mico-leões-dourados.

Fiquei triste. Envolto nesse morno e flexível material, enfrentei boa parte dos meus momentos sobre a Terra. Na infância, criava um escarcéu toda vez que minha mãe queria me vestir jeans ou malhas de lã. Aquelas roupas apertavam, impediam o movimento, pinicavam - sem contar a ameaça do zíper, pequena guilhotina sempre à espreita.

Lá pelo ginásio, os mais descolados foram trocando os moletons pelos jeans. Demorei para fazer a transição. Via na minha insistência nas calças vermelhas, azuis, verdes e amarelas, uma atitude de resistência contra a babaquice desconfortável e misteriosa chamada adolescência. Como se dissesse: "Traiam vocês suas convicções em nome do status social! Eu permanecerei fiel Às raízes, flexível e quentinho!"

Me rendi ao perceber que, se algum dia pretendia despir-me diante de uma mulher, seria preciso vestir uma calça jeans. Desde então, o moleton virou a roupa de casa, o pijama de inverno. E quando eu teria a chance de usá-lo novamente na rua, minha mulher vem me dizer que já era?

Não lhe dei ouvidos! Pus meu conjunto na mala e parti para NY. Logo no primeiro dia, vesti o famigerado e fui correr no Central Park. De fato, muitos esportistas vestiam essas microfibras high-tech, mas para meu alívio avistei corredores como eu, vindos diretamente do século 20.

Voltei da viagem tranquilo. Ao que parece, micos-leões e humanos de moleton ainda poderão ser vistos por mais alguns anos sobre a face da Terra. Importante, agora, é trabalhar a relação, seriamente abalada por meu visual Rocky Balboa. Tudo bem. Nada que um bom jantar não resolva: de camisa branca, sapato preto e calça social, como convém."

Antônio Prata  é escritor e blogueiro. Já foi sedentário e barrigudinho. Descobriu na corrida a saída para ficar em forma. E adora uma boa esteira.

Fonte:  Revista Runners - janeiro 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Erros Nutricionais que afetam o Desempenho Esportivo


Entenda melhor alguns dos erros erros nutricionais que podem diminuir o desempenho esportivo:
 


1. Desidratação 

Elevadas temperaturas fazem com que os esportistas aumentem a perda de água corporal, vitaminas e minerais através do suor. Os atletas têm maiores perdas, que são importantes para dissipar o calor do corpo e evitar a hipertermia (aumento da temperatura corporal). 
Opções para manter-se hidratado: água, bebida isotônica, água de coco, suco de frutas, repositor energético (maltodextrina diluída em água). No entanto, a hidratação deve ser individualizada, de acordo com o tipo de esporte, intensidade e duração.
2. Restrição de carboidrato 
O carboidrato é considerado o “vilão” das dietas para perda de peso. Mas ele é o principal nutriente para o bom desempenho esportivo, visto que melhora os estoques de glicogênio muscular e aumenta as fontes de energia. A sua restrição causa hipoglicemia, queima de massa muscular para obtenção de energia e fadiga. 
O carboidrato deve ser incluído na alimentação diária e principalmente antes, durante e após a atividade física. Boas fontes de carboidrato são pães, batata, massas, arroz, barras de cereais, frutas, barras energéticas, biscoitos.
3. Jejum pré-treino 
O jejum leva a menor disposição física e reduz o desempenho esportivo. Alimentar-se antes do treino é essencial, pois fornece a energia necessária na atividade física. A alimentação deve ser realizada 40 minutos antes, conter alimentos ricos em carboidratos e evitar excesso de proteínas, fibras e gorduras.
4. Ingestão de alimentos que causam desconforto gástrico
O consumo de alimentos ricos em fibras, proteínas e gordura antes da prática esportiva dificulta a digestão e gera desconforto. Evite alimentos integrais, excesso de queijos e frios gordurosos, carnes, leite e iogurtes.
5. Consumo excessivo de proteína
No meio esportivo existe o mito que o consumo de altas quantidades de proteína aumenta rapidamente a massa muscular, pelo uso de suplementos protéicos e pela alimentação. O organismo tem um limite de absorção e o excesso é eliminado pelos rins, que gera malefícios para a saúde como a sobrecarga renal, acidificação do sangue quando há também uma restrição de carboidrato, mau hálito e alteração no metabolismo dos nutrientes.
Para obter um bom desempenho esportivo deve-se ficar atento às estratégias de alimentação, suplementação e hidratação, se possível, buscar um acompanhamento nutricional individualizado e assim, evitar alguns erros que podem trazer prejuízos a saúde.
Fonte: Ativo.com

Prá cima delas!

Tem pavor de correr nas subidas? Elas podem trazer muitos benefícios se você mudar de rotina e de atitude

Por que dói tanto correr na subida? Em parte, porque exige mais esforço. Você acaba recrutando mais fibras musculares para chegar lá em cima, o que faz com que mais músculos atinjam fadiga mais rápido. Além disso, quando você sobe um aclive, a distância entre seu pé e o solo encurta antes que ele atinja o chão. Isso se traduz num impulso energético por parte dos tendões bem menor do que o obtido quando você corre em superfície plana. 
O lado positivo é que a corrida em aclives pode trazer vastos benefícios aos corredores. Se você treinar semanalmente na subida, o seu corpo começará a se adaptar ao esforço. Em outras palavras, ele fica mais forte. Mesmo assim é difícil se propor a fazer estre tipo de treinamento, é difícil ter vontade! E não existe jeito de contornar o esforço envolvido, mas alguns ajustes no seu treino e na sua mente podem tornar a corrida em aclives mais tolerável (e até, talvez, mais divertida).
Consertando o Treino
Aclives em Grupo 
Faça esse exercício com um grupo de habilidade mista. Façam o aquecimento e depois reúnam-se na base da subida. Os mais lentos começam na frente. Após meio minuto sai o segundo grupo. E meio minuto depois é a vez do terceiro grupo, dos mais velozes. O resultado? Todo mundo se esforça e treina com mais intensidade. Os mais lentos não querem ser ultrapassados, o grupo intermediário sente os mais rápidos se aproximando. Esses mais velozes, por sua vez, não querem ficar na incomum posição de terminar por último. Trotem de volta para baixo. Façam quatro repetições.

Aclive na Esteira
Aqueça-se na esteira com inclinação zero. Depois, eleve a inclinação em dois níveis uma vez a cada 2 minutos até alcançar o nível 12. Corra de 1 a 2 minutos mais lento do que seu ritmo normal de treino. Desça da mesma maneira. Você aprenderá a lidar com a intensidade dos aclives de um jeito que simula a natureza do terreno ao ar livre. 

Sobe e Desce 
Utilize esse exercício para se fortalecer de forma eficiente. Comece na base de uma subida de 200 a 400 metros, dependendo do seu condicionamento físico. Suba correndo por 45 segundos (a intensidade deve ser de 7, numa escala de esforço de 1 a 10). Trote de volta para baixo por 30 segundos. Faça três repetições. Conforme você se fortalece, aumente o número de tiros para oito, no máximo, e a duração de cada tiro para até 75 segundos (mantenha o tempo de recuperação).

Mudando de Altitude
Páre de se Repetir!
A corrida em aclive não significa correr sempre a mesma subida. O truque é tornar o treino agradável. Programe um novo percurso com diferentes subidas (procure subidas artificiais, como passarelas ou rampas de estacionamento). Você obterá os mesmos benefícios. E é o mais próximo do que você vai encontrar numa prova. 

Sofra Acompanhado 
Procure treinar com um grupo. Encarar o desafio com outras pessoas faz você diluir o tamanho do esforço e se concentrar na competição saudável e benéfica que acaba surgindo. Vale até manter um registro de quem consegue concluir os tiros em todas as sessões para que, depois de um tempo, essa pessoa mereça um prêmio! Que tal uma água de côco gelada no fim do treino?

Nomeie seus Demônios 
Aclives famosos, como a Heartbreak Hills em Boston ou a Brigadeiro Luís Antônio em São Paulo, podem não ser mais difíceis que aquela subida perto da sua casa. Mas, pelo fato de terem sido imbuídos de nome e reputação, adquiriram toda uma aura. Toda vez que você dá nome a uma subida, ela ganha vida própria! Conquistar sua versão local da Brigadeiro será mais significativo se ela tiver um apelido. E suba exorcizando mentalmente o que não te faz bem!

Fonte: Runners World Brasil